Banco de Dados

Dados de Equity Risk Premium para Brasil até Março de 2024:

 

O prêmio de risco de ações (ERP) representa o retorno adicional que os investidores esperam ganhar de um investimento em ações em comparação com uma taxa livre de risco. Esse prêmio compensa os investidores pelo maior risco associado às ações em comparação com ativos livres de risco, como títulos governamentais.

 

Em março de 2024, o índice de Equity Risk Premium para Brasil da Fundação Getúlio Vargas registrou 8,6%, marcando um aumento modesto em relação ao mês anterior. Embora esse aumento possa estar ligado às condições econômicas, identificar a causa exata é frequentemente difícil devido à multiplicidade de fatores que afetam o ERP.

 

Dentre os fatores que influenciam o ERP podemos citar:

 

1. Condições Econômicas: As taxas de crescimento econômico, as expectativas de inflação e a estabilidade econômica geral influenciam a confiança do investidor e os retornos esperados. Um ambiente econômico robusto pode reduzir o ERP à medida que a confiança do investidor aumenta, enquanto turbulências econômicas ou uma recessão podem elevá-lo.

 

2. Volatilidade do Mercado: Geralmente, uma maior volatilidade do mercado resulta em um ERP maior, pois os investidores buscam retornos adicionais para compensar o risco aumentado. Por outro lado, uma volatilidade menor pode levar a um ERP reduzido.

 

3. Taxas de Juros: Flutuações nas taxas de juros impactam a taxa livre de risco, um componente crucial no cálculo do ERP. Tipicamente, taxas de juros mais baixas reduzem a taxa livre de risco, o que pode aumentar o ERP se os retornos esperados em ações permanecerem constantes ou aumentarem.

 

4. Políticas Monetárias e Fiscais: Mudanças nas políticas governamentais, incluindo alterações tributárias, programas de gastos e ações do banco central, como a flexibilização quantitativa, podem alterar as expectativas dos investidores e suas avaliações de risco, afetando assim o ERP.

 

5. Riscos Geopolíticos: Questões como instabilidade política, conflitos internacionais e outras incertezas geopolíticas podem aumentar os riscos, levando a um ERP mais alto à medida que os investidores exigem compensações por esses riscos aumentados.

 

6. Sentimento do Mercado e Comportamento do Investidor: Os aspectos psicológicos e o sentimento geral dos investidores influenciam significativamente os mercados financeiros. O otimismo pode diminuir o ERP, enquanto o pessimismo ou o medo podem elevá-lo.

 

7. Mudanças Tecnológicas e Inovações: O rápido progresso tecnológico pode criar novas perspectivas de investimento e setores, potencialmente alterando a dinâmica do mercado e os retornos esperados em vários setores.

 

8. Ambiente Regulatório: Ajustes regulatórios que impactam setores específicos ou o mercado financeiro como um todo podem modificar as expectativas dos investidores e as percepções de risco, impactando o ERP.

 

Para obter uma compreensão mais aprofundada do Índice ERP, recomenda-se a consulta ao trabalho de Sanvicente, A. Z. (2017), intitulado "Estimação_ERF (1)", publicado pelo CEQEF/FGV aqui abaixo em arquivo.

Série de Índices do Mercado Brasileiro antes do Ibovespa

  1. Retornos Pré-Ibovespa (Excel)
  2. O Mercado de Ações no Brasil antes do Índice Ibovespa (Artigo)

Betas Alternativos

  1. Descrição dos Betas Alternativos (pdf)
  2. Planilha de Dados em Formato Excel - Atualizada até Fevereiro de 2019 (excel)

Informações Financeiras e de Mercado de Empresas Brasileiras, 1972 a 1985

Você terá acesso aqui a dados coletados para trabalho a respeito da mudança de legislação de sociedades por ações em 1976 (Lei 6.404, de 15 de dezembro de 1976, também conhecida como “Lei das SAs.”). Os dados cobrem o período de 1972 a 1985, e incluem, para 239 companhias não financeiras com ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo:

1.    Principais dados contábeis anuais, extraídos do anuário “Quem é Quem na Economia Brasileira”, que era publicado juntamente com a revisão Visão, de 1971 a 1985. 

2.    Cotações diárias, de abertura, fechamento, médio, máximo e mínimo, sem e com ajuste por proventos (bonificações, subscrições e dividendos), para ações ordinárias e preferenciais, incluindo informações de números de negócios, quantidades negociadas e volume financeiro, do início de jan/1972 a final de dez/1985.

3.    Histórico de proventos utilizados para a realização do ajuste de cotações: provento e seu valor, bem como última data na qual a ação foi negociada com direitos a tais proventos, de jan/1972 a dez/1985.

 

Sempre que utilizar alguns desses dados, por favor cite o trabalho para o qual eles foram levantados:

Sanvicente, Antônio Z. (2017). Teoria Residual da Política de Dividendos: um experimento natural. Trabalho para discussão, TD 446, Escola de Economia de São Paulo, Fundação Getúlio Vargas. Disponível clicando aqui.

 

Na realização deste trabalho contei com o apoio do Professor Ricardo Dias de Oliveira Brito (Insper) e a colaboração valiosa de Ítalo de Paula Franca (FEA-USP), a quem agradeço enormemente. Também reconheço o apoio fundamental da Escola de Economia de São Paulo, Fundação Getúlio Vargas, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e do Insper.

Para a obtenção de dados de cotações e proventos de ações, foi indispensável a ajuda da equipe da Biblioteca da B3, comandada por Ana Maria Oviedo, a quem muito agradeço.

O acesso a arquivos de quaisquer desses dados é feito por arquivos específicos, bastando para isso clicar nos arquivos abaixo.